A última semana do pastor Silas Malafaia foi uma das mais movimentadas de sua vida até mesmo para um líder religioso acostumado a uma agenda turbulenta.

Ao voltar de uma viagem a Portugal, na quarta-feira (20/8), ele foi alvo de uma operação da Polícia Federal autorizada pelo Supremo Tribunal Federal (STF). Teve de entregar seu telefone celular e seu passaporte aos policiais.

A perda do telefone, aliás, quase inviabilizou a entrevista que o pastor concedeu à BBC News Brasil na tarde de sexta-feira (22/8).

"Eu tinha o Zoom no telefone que ficou com a PF", disse Malafaia à reportagem em tom de brincadeira.

Malafaia foi citado pela PF em um relatório como uma das pessoas que teria contribuído para a coação de autoridades ligadas ao julgamento do ex-presidente no caso da suposta trama golpista juntamente com o ex-presidente Jair Bolsonaro e o deputado federal Eduardo Bolsonaro (PL-SP), que atualmente mora nos Estados Unidos.